Quando você é ansioso, você dificilmente consegue relaxar a respeito de coisas importantes. O que significa que mesmo os acontecimentos felizes te levam a encruzilhadas emocionais: você sente que precisa fazer algo para consertar qualquer pequena aresta que aconteça, porque afinal de contas essas pequenas arestas podem ser o prenuncio de um terremoto, e você não quer perder aquela felicidade, além de não ter tempo na agenda para lidar com um terremoto, e aí você começa a antecipar os riscos, e fazer contenções… e, sim, geralmente nesse processo, você se mexe tanto que quem provoca o terremoto é você.

Então, eu estava aqui na encruzilhada desta semana, investigando obsessivamente o caminho que eu percorri, pra saber exatamente onde foi que eu tropecei pela primeira vez, e dando voltas em meu próprio eixo para tentar olhar os supostos milhares de caminhos que posso percorrer, quando o conselho do universo de materializou em forma de presente: uma amiga me deu um cristal. E esse cristal me lembrou que a única obrigação realmente inalienável e eterna que eu tenho é comigo mesma, e é isso que eu preciso consertar. Por mim. Não importa muito o resultado externo que eu vá obter. E isto, nesse exato momento, significa recarregar.

E respirar. O que inclui abrir ao máximo meus próprio plexos, para receber e acolher a pessoa que a minha vida me fez ser, e de quem eu jamais vou conseguir fugir, apesar de acreditar que eu sempre posso ser hoje um pouquinho melhor do que eu fui ontem.

Mas como eu não poderia sair dessa berlinda sem alguma resolução, eu fiz quatro muito importantes:

  1. Dar o banho de alfazema na minha casa nova, o que eu sempre quis fazer e nunca fiz.
  2. Repor o meu estoque de chá calmante pra tomar antes de dormir, que acabou há duas semanas e eu não repus.
  3. Descobrir qual a melhor maneira de energizar o meu cristal e onde devo colocá-lo.
  4. Começar a meditar

Muitos conselhos sobre saúde emocional falam sobre a importância de reduzir os ruídos externos para conseguir ouvir seus próprios instintos, incômodos e necessidades. Acontece que a minha cabeça está sintonizada em vinte rádios diferentes que eu mesma transmito. Então, eu preciso diminuir meus próprios ruídos.