Cada vulnerabilidade que eu escondi; cada necessidade que eu dissimulei; cada urgência que eu recalquei; cada idiossincrasia que eu distorci; cada discurso que eu emulei; cada felicidade que eu discursei; cada persona que eu assumi; cada dor que eu ignorei; cada emoção que eu substitui; cada desconforto que eu sustentei; cada conforto que eu dispensei; cada ausência que eu preenchi; cada percalço que eu justifiquei; cada justificativa que eu produzi; cada unidade que eu relativizei, cada realidade que eu dramatizei; cada pedaço de mim…

Você parece consigo mesmo. Eu me perdi dentro de você. Agora eu preciso. Urgentemente, dolorosamente, dramaticamente, absolutamente. De você.

Essa angústia que eu sinto é como um presságio. Menos compreensível do que isso: Um temor. De que você esteja indo e de que eu esteja indo junto, me deixando pra trás. Meu amor, para onde vamos? Para onde você vai?

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