O foda dessa eleição pra mim (depois dos hoax, é claro) é o que as alianças do PT estão fazendo com a gente. Caso emblemático: Netinho de Paula em São Paulo X Feministas. E aqui no Espírito Santo, Magno Malta. É que a gente não quer só eleger a Dilma né. A gente quer #ondavermelha, deputados, senadores, o baile todo. Em resumo pra tentar fazer a vida d’Ela mais fácil depois de 1º janeiro. O que significa as nossas causa aprovadas com (a gente espera) mais facilidade e o partido que a gente apoia fortalecido, claro. (Falando assim parece que eu sou ptzona né. Quadro antigo do partido e tal. ho ho)

Aqui no ES o imbroglio tá assim: são dois os candidatos a senador da base – Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PL). Pelas pesquisas, entram os dois, assim como no governo também deve entrar o governista Renato Casagrande (PSB) – e com uma diferença acachapante de votos sobre o candidato demotucano Luiz Paulo, interessante salientar, ho ho –

E daí a gente pensa: legal né, meu estado tá na onda total. Só que Magno Malta é aquele: que usa o “combate à pedofilia” de forma escrota para conseguir voto; que usa a religião de forma escrota pra conseguir voto; que tava envolvido até o pescoço no caso dos sangessugas de superfaturamento de ambulância; e que representa pra causa LGBT mais ou menos o que a Kátia Abreu representa pra reforma agrária. Ou seja: NOJO DE VOCÊ.

Pra completar o combo, quem compete do lado de lá é Rita Camata. Que é do PSDB e foi candidata a vice do Serra em 2002 e que, portanto, a gente poderia descartar sem nem olhar duas vezes, pensando nessa perspectiva de tentar fazer o congresso mais governista possível e tal.

Mas daí que Rita Camata é aquela: que criou o Estatuto da Criança e do Adolescente; autora da lei que proíbe que empregadores façam distinção de gênero na hora de contratar; que luta ferrenhamente contra a redução da maioridade penal (claro); que definiu a Frente Parlamentar pela Vida, que queria convocar mulheres que fizeram aborto pra depor em uma CPI, como “moralista, machista e fanática”; e acho que já tá bom né?

O resultado disso é que a 3 dias do pleito, eu não tenho voto definido. Coisa chata e inédita pra mim, que na minha curta vida na festa da democracia, sempre soube antes mesmo da campanha quem seriam meus candidatos.

Eu poderia chamar a atenção para o fato de que revogar para si a razão pura sobre qualquer questão é uma atitude intolerante e, quiçá, burra. Claro que existe gente que pensa no PSDB. Aquém da dicotomia direita / esquerda, que ainda existe, é bom ressaltar, é interessante inclusive que haja oposição eficiente no Brasil. Mas uma oposição que saiba fazer o seu contraponto de forma ética, é claro. Sem golpismo, sem baixaria (o que, combinemos, está cada vez mais dificil de achar quando se trata de demotucanos). Até porque também é idiotice achar que não existe gente ruim do lado de cá: na esquerda também tem homem machista, gente homofóbica, corrupção, ainda que em considerável menor quantidade.

Só tem um detalhe: é eleição, estúpido! Não tem esse negócio de ser bonzinho e dialogar com o inimigo. Isso a gente faz depois da vitória, pra cimentar. Agora, o negócio é tentar tratorar mesmo. Humilhar e varrer uma galera do mapa (ou o DEM todo, não custa sonhar), se for possível.

Ou seja: tá foda!

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