Me dói o coração escrever esse post. Por isso eu esperei até o assunto esfriar. É que, não me atirem pedras ou me chamem de hipócrita, mas eu vou ter que criticar Os Normais 2. E Deus, e meu histórico do Youtube sabem, o quanto eu amo Vani e Rui.os-normais-2

O primeiro ponto de conflito veio antes mesmo do filme começar. Nada contra qualquer fantasia sexual, mas não te parece meio óbvio que a forma escolhida para apimentar a relação dos dois tenha sido justamente o menáge a trois feminino, a fantasia top do top de 10 em 10 homens héteros? E nem digo que isso é uma implicância feminista, porque em princípio é filmográfica mesmo. Acho que os criadores perderam uma chance ótima de mostrar o casal em busca DA FANTASIA, o que eu acredito que renderia muito mais risadas, do que aquela busca despropositada por uma mulher “moderna”. Até porque se era pra terminar contratando uma garota da programa, qual o sentido da busca mesmo?

Mas também não digo que a implicância com isso não é feminista. Porque me parece muito claro que a Vani, a mulher, nunca quis e nem quer um menáge. Ela só aceita por que precisa apimentar sua relação. E nem passa pela cabeça dela, e pela do Rui muito menos, recorrer a outras coisas, tipo menáge a trois masculino, por exemplo. Isso fica claro em vários momentos do filme, especialmente quando ela diz, em um dos diálogos mais engraçados do filme (pra você ver!) que precisa de muita cachaça pra encarar uma xereca. Sem contar o momento em que, na primeira tentativa de consumar o ato, o Rui esquece completamente da Vani, para se atracar com a prima dela. Puta fantasia do casal essa, hein? E me  enche de desesperança ver que até quando é para abordar alguma coisa supostamente moderna, quem abre mão é a mulher, sem nenhum piscar de olhos.

OS NORMAIS 2/FILMEOutro ponto que me incomodou foram algumas tentativas frustadas de comédia física. Não que comédia física não seja engraçada nunca. Jim Carey taí, meio pra lá, meio pra cá, mas comprovando que pode-se tirar bom proveito do corpo. Mas não encaixou em Os Normais. Tipo o rosto da Vani se esborrachando no vidro do carro depois de uma curva. Ou a Danielle Suzuki (uma lutadora profissional que, curiosamente, treina de calcinha e sutien) enchendo a Vani de porrada. Sabe, não ornou.

Mas teve uma parte do filme que me fez ter vontade de sair do cinema. E eu nunca imaginei que isso fosse possível para mim em uma história de Vani e Rui. É que eu não sei se o problema é comigo, mas cês juram que é realmente engraçado ver alguém enfiando objetos no cu dos outros? Cês juram que piadinhas com exame de próstata ainda não deram tudo o que tinham que dar? Realmente desnecessário. Pra dizer o mínimo, ouviram Fernando Machado e Fernanda “vou posar nua por que sou intelectual” Young.

Pra vocês que rolaram de rir com essa cena deplorável Tom Zé já tinha o que dizer há muitos anos atrás

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Obs: A Katilaine que viu o filme comigo, escreve melhor do que eu. Vai lá no Cinema em Textos ver!

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