Se ela tivesse ido para casa, teria ajudado uma amiga, teria bebido em um churrasco, e não teria chorado em uma sexta-feira. A sorte é que a primeira escola passava no exato momento. E caso alguém perguntasse, ela poderia culpar a emoção. Mas ninguém perguntou. Provavelmente ninguém notou. Ela não sabia se gostava ou não disso. Ela não sabia o que fazia ali. Maquiada, salto dez. Fugiu assim que o telefone tocou. Ninguém ligava. F Pontinho menos ainda. Saiu deixando pra trás mordomias. Para se espremer entre milhares. Roubar o folheto de alguém ao lado, para cantar juntinho com a escola. A auto-piedade foi embora, assim que a Piedade  entrou. Ela se deu conta então, que tudo aconteceu com tinha que acontecer no fim das contas. Com F Pontinho ela tinha aprendido que nada tem a improtância que parece, especialmente quando é vindo dos outros. E acabou parando na arquibancada, bem acompanhada. E não há lugar mais mara do que no meio do fervo. Ela e a madrinha de bateria olharam uma dos olhos da outra e gritaram juntas: “Sou Piedade”! E era verdade…

Anúncios