Ah, o travesseiro, esse repetitivo conselheiro. Toda noite é a mesma ladainha: “Fique calma”. “Espere mais um pouco”. “As coisas não são assim, tão pretas no branco.”

Fuck yourself, travesseiro!

Eu tenho te ouvido há longos meses. Tenho esperado por longos meses. Reprimido meu Tânatos. Deixando Eros correr solto. Ganhei o quê mesmo? Tenho sido boa menina. Empresto dinheiro aos meus amigos. Faço todos os favores que me pedem. Faço a parte dos outros nos trabalhos. Perdoei todas as pessoas que conheço há vinte anos, por não saberem a data do meu aniversário. Consolo aniversariantes depressivos. Beijo homens pedantes para não ter que dizê-los o quão pedantes eles são. Relevo quando os homens legais não dão à mínima para a minha pessoa. Tenho sido uma santa! Quero minha canonização! Ou pelo menos uma barrinha de chocolate por reconhecimento.

Mas não dessa vez. Vou deixar Tânatos decidir por mim. Vou jogar a bomba por alto e ver ela estourar sobre minha cabeça. De repente nasce uma supernova desse big bang.

Agora, até lá, você universo, caso queira se redimir por todo o azar que me destinou, mesmo eu não tendo quebrado qualquer espelho, e tendo feito sinal de proteção toda vez que topo com um cat dubh, pode me dar o Rafael Nadal de presente. O Jude Law eu também aceito.

TENNIS-ATP-DUBAI-NADAL

É desse jeito mesmo que eu quero. Com carinha de bravo e tudo…

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