Tenho pena da Priscila do Big Brother. Não tenho visto muito o programa, tenho acompanhado mais através de blogs, mas sinto imensa vontade de pegar na mão dela e dizer: “amiga, de cá um abraço, eu entendo você.” Me explico: tenho pena porque ela está sendo deliberadamente repudiada por alguns participantes e pela maioria avassaladora do público, por se enquadrar na tal da categoria “piranha”. Um minuto de atenção aqui please! Defensores da moral e do bom costume me acudam! Vocês poderiam me dizer o que é uma piranha? Porque simplesmente, é um conceito que minha moral não reconhece.

A piranha é uma mulher que transa com vários homens? É uma mulher que demonstra explicitamente o seu desejo sexual pelo outro? É uma mulher que estabelece relações sexuais sem envolvimento amoroso? Ou basta simplesmente dar no primeiro encontro? Todas as anteriores? Isoladas ou juntas? Se você demonstrar explicitamente o seu desejo mas não chegar às vias de fato, permanece sendo piranha? E se você transar com todo mundo mas der uma de desisteressada em público? E se você transar com todo mundo, mas só depois da segunda vez? E se você for do tipo que sente amor à primeira vista? Daí pode transar na primeira vez?

E caso você faça qualquer uma dessas coisas, a pergunta crucial é: qual o problema disso? Qual o dano que isso pode trazer para você ou para o “coitado” do homem que teve que te comer? Existe ação racional que faça disso um ato assim tão condenável?

Creio que a resposta seja não. Mulheres como a Priscila são condenadas por puro machismo. Um comportamento extremamente danoso e que infelizmente é propagado pelas mulheres, às vezes até mais do que pelos próprios homens. Quando uma mãe diz para a sua filha que ela precisa se preservar, enquanto estimula o filho a ser namorador, ela está propagando o machismo. Quando uma mulher se propõe a reprimir os próprios desejos, só para se enquadrar dentro do padrão que acredita agradar mais aos homens, ela está dando voz ao machismo.

Porque a questão principal não é fazer sexo ou não. Mas sim, permitir que as pessoas vivam o sexo sem destinção de gênero. Permitir que a mulher tenha tanto direito de buscá-lo, quanto o têm os homens, caso isso lhe convir. E acabar com a mediocridade que leva muitas pessoas a pensarem que o caráter ou a fidelidade, ou a capacidade de amar de uma pessoa está relacionada a quantas outras pessoas ela já teve em sua cama e em que circunstâncias.

Leave Priscila alloooooooone!

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