– A moça que esperava ônibus ao meu lado tinha alargadores de dois centímetros em cada orelha. E tatuagens pelo corpo. Passaram duas bees estilo pão-com-ovo. Ao que ela diz: “É. Esse mundo está mundo moderno”. Eu tive que rir.

– Eu tenho um stalker. Que aparece na Sfiheria somente nas terças-feiras, que é o dia que trabalho. Só faz pedidos para mim. E me traz presentes. Dessa vez foram dois livros sobre o U2. Segundo ele, emprestados, mas sem pressa para devolução. O pessoal da Sfiheria aposta que ele acabou de comprá-los e que não vai aceitar quando eu for devolver. Eu não aposto em nada. Paralisada pelo medo de aparecer esquartejada.

– Minha mãe trouxe um chapéu de praia para mim da viagem que fez à Camboriú, em SC. Eu pedi um de palha, simples, sem qualquer apetrecho. Ela me trouxe um com detalhes coloridosna aba e um penduricalho enorme. Como dizer que não uso saporra manemorta sem magoar seu coração?

– Domingão véio de guerra. Eu derretendo em frente ao ventilador assistindo a Estação Globo. Quando a menina lá anunciou os componentes da banda Fresno como deuses da beleza, eu fiquei entre a vontade de rir e a incompreensão.

Porque na minha terra, isso aqui:

lucasdofresno02

A gente chama de bichinha. Ou vai dizer que você, mulher hetero do meu Brasil varonil, se vir um trambolho desse pela rua vai ficar meladinha de tesão?

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