st_abril_23Acontece que hoje em dia todo mundo (menos eu, heh) têm um celular ou um aparelho que toca mp3. Acontece que um ser alienígena bem loko têm roubado todos os fones de ouvido de toda a população terrestre. Acontece que sem os fones de ouvido as pessoas não ficam tímidas não, elas ouvem suas musiquinhas preferidas em alto e bom som, seja no recanto do lar, seja flanando por aí, mas, com especial vontade, dentro dos coletivos. E acontece que isso acontece com tanta frequência que a gente até cunhou um  termo: “fazer o funkeiro”.

E não pense que há juízo de valor nisso, não. O termo foi cunhado após muita observação empírica, pela qual chegamos à conclusão de que 99,9% das vezes as pessoas em questão estão de fato ouvindo funk.

Digo 99,9% porque ontem tinha um trocador no ônibus (sim, o mesmo trocador que deveria zelar pela paz no ambiente) que estava ouvindo no mais alto e bom som possível seus louvores evangélicos. E isso provocou uma situação extremamente constrangedora: os bancos atrás dele ficaram vazios, mesmo com as pessoas se espremendo em pé no corredor. Resumindo: cookie é bom ninguém quer dar! Ops! Expressão errada. De Jesus que é bom, ninguém quer saber.

O melhor era a cara do referido profissional que olhava para todo mundo com incrível superioridade, como se estivesse cumprindo com a obra do senhor, espalhando sua palavra, e as pessoas não quisessem ouvir por influência do demo. Ele estava ali, do alto de sua cadeira, como São Jorge lutando contra o dragão. Ih! Pior que os santos são idolatria. E idolatria também é coisa do maldito…

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