Em 2007, eu pensava que 2008 seria um ano decisivo. Eu iria concluir meu curso e fazer a prova para o mestrado e por consequência, decidir onde iria aterrisar em 2009. Eu só não pensava que fosse adiar tudo pra 2009: fazer a mono, tentar o mestrado e saber onde pousar. E agora ainda junta outra decisão: parar de piranhagem e arrumar um namorado digno (alguém que não tenha fantasias esquizofrênicas e não me ameace de morte de preferência). Fazer a mono vai ser inevitável. Tentar o mestrado, inadiável. Arrumar um namorado, bom, não depende só da minha vontade. Pode ser que não dê certo, fazer o quê ne? Enquanto isso a gente se diverte com as paqueras, se envolve com uns casos aqui e acolá, para depois des-envolver e voltar pro estado inicial. Ces’t la vie.

O mais premente disso tudo é fazer a mono. Estou aqui em crise (Again, Tâmara?). Eu já tive uns quinhentos temas, e tinha super me decidido em estudar os documentários feitos sobre a periferia (ainda estava decidindo o meu recorte) quando pá!, me dei conta de que esse pode não ser o melhor caminho. O fato é que talvez eu esteja simplesmente querendo voltar para algo que naturalmente acabei abandonando. Tenho uma paixão desde a mais tenra idade pelo cinema. É uma paixão gostosa, que quero alimentar, mas não consigo. Atualmente tenho me debruçado muito mais sobre as ferramentas da internet. Passo mais tempo no Youtube do que no cinema. E isso me faz ter a dúvida angustiante de que caminho seguir. De um lado, a correnteza me leva. De outro eu me agarro a finos galhos de árvore. E começo a achar que o cinema cada vez está sendo recolocado na posição de hobbie e não mais de campo de estudo. Enquanto isso e meu provável professor orientador corre atrás de mim, pedindo definições.  

Fica aqui o desabafo para Fábio e Fábio. Para meus companheiros de laboratório. Para todo mundo que me lê. Admito que não sei o que fazer. 

Anúncios