À noite, todos os gatos são pardos, todos os homens têm amantes e toda classe média é hipócrita. Sim, para Arnaldo Jabor. Ontem, eu assisti Tudo Bem, de 1978, e posso continuar dizendo, agora com alguma propriedade, que ele nunca deveria ter saído do cinema. Não digo que fiquei surpresa por gostar tanto, porque já o esperava. Histórias excelentes que se entrecruzam num apartamento. Porque o mundo todo cabe num apartamento. Porque o apartamento, no contato com as outras histórias, lhes dá validade. E eu fiquei o filme todo pensando em uma música dulcíssima do Lulu Santos, que além de também se chamar Tudo Bem, não guarda qualquer relação com o filme. Talvez alguma, no meu inconciente. Talvez.

 

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