Porque a gente só pensa nas boas respostas depois que a ocasião passa. E foi às 21:42 de ontem, entre as mesas 25 e 11, que eu pensei na sua ingenuidade masculina que resume tudo quanto é sentimento destrutivo em chateação. Porque quando você me disse piegas e brejeiramente que não queria que eu ficasse chateada, eu queria ter dito: – Relaxa gato! (como já tinha virado nosso costume). Se fosse para me corroer pela memória de algo seria com mágoa profunda, porque eu não sou dos sentimentos pequenos. Além do mais não é porque eu não quero mais que você me toque, que eu lhe quero mal. É que realmente não vejo sentido em receber seus afagos se não posso permitir que eles afaguem meu coração. Porque eu sempre os quis para o coração.

Caso quisesse ser má poderia dizer ainda que você não se preocupasse, posto que tudo isso é café pequeno para mim. Só porque sei o quanto você se sentiria diminuído. Até porque a primeira e última coisa que você fez foi pegar na minha mão, e porque mesmo que isso em pouco tempo não tenha mais qualquer significado, se é que teve algum dia, acho demasiado sutil para corromper com mesquinhez. Quero lembrar.

Mesmo agora, game over, acho estranho não ter te escrevido nenhuma carta, já que esse é costume tão arraigado com aqueles nos quais quero deixar marcas. Acho que por premonição de que ela acabaria destruída, ou na pior da hipóteses, esquecida em uma caixa ou gaveta, dessas que não guardam lembranças, e sim esquecimentos. Fica essa, póstuma.

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