Acabei de assistir a Nome Próprio, longa do Murilo Sales que pretendeu se basear no livro e nas confissões blogeiras da Clarah Averbuck. Pretendeu, porque, como nos diz a moça, “Autor bom é autor morto”, aquele que já não pode reclamar. E segundo o que eu entendi, carregaram um pouco na tinta: ela não é tão ególatra quanto as pessoas que assistem acham, e personalidade difícil não é uma categoria considerada válida. Quanto a mim, fiquei desejando ser ela o tempo todo. Assim mesmo, caótica. Quebrar tudo depois de um fim de relacionamento. Passar dias fumando e bebendo cerveja e remédio para emagrecer. Saber o que é transar com um francês que tem a porra doce. Catar o namorado de alguém (já que atualmente todo tipo de pessoa cata os meus). Porque para mim o caos é uma ordem, o que é extremanente paradóxico já que caos siginifica a ausência total de ordenação. Estou viajando.

Só fiquei sem entender o porquê de porem a Vivianne Mosé para escrever os supostos textos que a Clarah escreve durante o filme. Daonde que textos de Vivianne Mosé são mais interessantes que os da própria Clarah? Como bem disse Gabriel, um dos que me acompanharam na sessão: “Ah, esses textos não são dela? Que bom então.” Se todo mundo não tivesse levantado depois do final do filme eu tinha ficado para o debate só para fazer essa pergunta.

O que eu entendi muito bem, ou assim o julgo, é o porquê da Leandra Leal aparecer durante 80% do filme nua (Essa questão foi levantade pelo Fábio Malini, antes da sessão). Heh, eu ainda descarto essa idéia de que em filme brasileiro é obrigatório ter putaria. Para mim ficou claro a questão assoberbadamente discutida da visibilidade e exposição blogueira. Ela fica nua pois é assim que se apresenta em seu blog, porque é assim que quase todos os blogueiros fazem: despem seus pensamentos, opiniões, acontecimentos, por algo tão etéreo como a catarse e a visibilidade.

Um bom filme. Amei os enquadramentos. Câmera subjetiva sempre foi minha preferida.

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