Tempos nostálgicos me lembraram do meu anti-flog (www.flogao.com.br/tamarafreire).

Tempos em que eu tinha inspiração constante para escrever… Tempos em que eu era livre para ser-me…
Lembro muito bem de que cada postagem tinha uma foto, não exatamente coincidente com o texto (as fotos, na verdade, eram simples pretextos estéticos para os textos), um título, um título do flog e uma citação musical próprias. Era um padrão delicioso… Por curiosidade, fui ler o meu primeiro post, e vejam que róia rara eu encontrei:

Desconfiando do destino do mundo, passei a confiar mais no poder das pessoas (Título do flog)

Abacaxi, meu começo e meu meio sem nunca ter um fim (Título do post)
22/08/2005

Que me perdoe meu amigo e ídolo, mas minha primeira postagem não poderia ser diferente… Essa montagem é um agradecimento e uma homenagem, a Sergio, Latino, Ju, Amanda e (por que não?) a mim mesma. Agradecimento pela amizade, companheirismo, e quase que insuperáveis bons momentos e homenagem aos artistas que em semente somos e nos vemos brotar através do nosso amado Abacaxi!
Mais do que fazer parte de um jornal com sua essência cheirando a crítica, e a piadinhas infames, ser abacaxista se tornou um estilo de vida, uma corrente filosófica que às outras nada deve. Uma marca registrada de nós cinco pessoas únicas, individuas e antropofágicas, comprometidas e descompromissadas, extravagantes e propositalmente infelizes, perdidas pelo campus da UFES, mas com um ar superior indecente, capaz de provocar, intencionalmente, os mais inexistentes ódios e as mais lúdicas paixões.

Somos abacaxistas e somos sim superiores, a nós mesmos antes de nos conhecermos, pois conhecendo-nos, encontramo-nos, e encontrando-nos aprendemos a ver nos outros a face oposta que nos completa, mas que dependendo do ponto de vista que é a vista de um ponto, também vemos o reflexo perfeito de nós mesmos.

Espero que todos possam passar aqui para ver, pois exageros de nada servem sem alguém pra admirar e outro alguém para repudiar, e quando passarem por aqui se lembrem, que eu continuo pensando em nossas conversas sórdidas, nossos comentários ferinos e nossas idéias supimpa.

Permaneço também, pedindo piedade para essas pessoas de alma pequena, que ao contrario de nós, ficam remoendo pequenos problemas. Peça você também! Pratique sua boa ação do dia…

Obs.: Qualquer indício de presunção e ousadia não é mera coincidência… Nós SOMOS mesmo!

Quem diria não é? O tempo é sempre inexorácel!

Seria o título do flog uma previsão, de que precisaríamos ter poder para manter tudo aquilo? Não tenho respostas, nem sei se tudo existiu para ter acabado…
Só espero que minha inspiração volte. Confesso que o blog e minha vida poética andam às moscas…
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