Muitos podem achar contraditório a minha admiração por Heloísa Helena e o fato de eu não apoiar a causa indígena no Espírito Santo. Essa semana mesmo, eu reafirmei no blog as minhas posições políticas, porém hoje não participei de um abaixo-assinado que apregoava o apoio aos índios, à reforma agrária e à preservação do meio ambiente. Trocando em míudos: o repúdio à Aracruz Celulose.
Esclareço-me: talvez por morar em Aracruz eu possua uma visão diferente. Conheci e convivi com muitos índios (inclusive com o cacique Jaguareté, que se chamava Vilson até dois anos atrás…) e nunca vi nenhum sinal de descontentamento nem com o tamanho das terras e nem com a utilização delas por parte da Aracruz. Tudo sempre foi muito bem pago.
O pagamento de faculdade para os jovens indígenas, a quitação de contas de energia, água e telefone, o auxílio mensal distrubuído para as famílias, nunca foram prova da bondade da empresa. Ela simplesmente estavam pagando para ter a comunidade indígena como “parceira”, e pelos eucaliptos que os índios plantavam e revendiam para empresa. E isso se chama Fomento Florestal, um programa da Aracruz Celulose, que não envolve só os índios, segundo o qual a Aracruz adquire eucalipto plantado por outros produtores. Todo esse negócio talvez seja sinônimo de compra. Sendo assim, então eu consigo enxergar qual responsabilidade social empresarial que não é.
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