Eu sei muito bem que esse não é um exemplo de sociedade. Mas como a própria Heloísa disse, precisamos adequar nossos ideais à nossa realidade, e tentar mudar o mundo em que vivemos conhecendo muito bem primeiro, as bases nas quais ele foi engendrado. Não defendo as grande empresas, mas nesse caso alguns questionamento colocam nas minhas mãos um salvo-conduto: o que seria da comunidade aracruzense, indígena e não indígena sem a Aracruz? O que vai acontecer com os índios, caso o poder sobre as terras seja conquistado e todos os compromisso da Aracruz com eles forem definitivamente quebrados? Há atividades de sustento real em todas as aldeias indígenas para toda a população? Qual a proposta dos índios para a utilização da terra? O que farão todas essas entidades depois que as terras forem devolvidas aos índios?

Muitos atacam dizendo que índios que tem carro, roupa de marca e antena parabólica em casa não é indio. Isso ocorre de fato nas aldeias de Aracruz. Mas qual a alternativa viável a isso? Eu nunca concordei com o fato dos índios dependerem do dinheiro da Aracruz para tudo, mas todos os índios estam preparados para abdicar de tudo assim, de uma hora para outra. Mesmo por que as empresas possuem a obrigação de ajudar a comunidade, pois todo o lucro que elas adquirem, direta ou indiretamente, sai do bolso de pessoas comuns.

Como sempre, tudo isso é uma grande pergunta. Talvez um dia existam mais respostas.

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