Eu costumo ser respeitosa com as opções religiosas das pessoas mas, confesso ser muito mais complacente com as afro-brasileiras. Sabe aquela coisa de defender os oprimidos? Bom, poderia ser, mas não é. Acho que é puro interesse mesmo, apesar de acreditar fielmente que a evolução também implica se livrar de superstições e simbolismos.

Por outro lado confesso não condescender nem um pouco com a Igreja Católica. Acho que é algum tipo de vingança histórica. Existe alguma coisa no mundo que já matou mais do que ela? E não só pessoas, como também documentos históricos, obras de artes, monumentos arquitetônicos… Eu conheço católicos, namoro católico, tenho família católica, dezenas de amigos católicos. E acho que toda essa maioria não faz muito bem a ninguém. Ser minoria faz a gente repensar um pouco a vida, e principalmente o tratamento relegado às minorias.

E já que está na moda colocar os evangélicos na berlinda (me perdoem mas é merecido), preciso me pronunciar sobre eles. Não vou falar dos dízimos exorbitantes, da suposta lavagem cerebral, das pregações minimamente racionais. E sim que algo de bom ainda resta: o caráter revolucionário. Desde que Martin Lutero decidiu enfrentar Deus e o mundo (é apenas uma força de expressão…) os evangélicos não param de revolucionar. E dá-lhe canais evangélicos, artistas gospel, e formas engenhosas de louvar a Deus. Como dar o que você tem de mais precioso para que o seu pedido de graça seja levado a Israel, por exemplo. (Nunca entendi direito essa lógica. Se eu já sou miserável, como Deus iria querer o pouco que eu tenho, em troca de qualquer outra coisa?)
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