Ela se levantou e era um domingo comum. Respirou o mesmo ar, provou o mesmo gosto do seu próprio hálito, e contrariando qualquer previsão de Heráclito, molhou o rosto com a mesma água de ontem. E agora era a raiz de tão famosa árvore: assim como o primeiro Buendia, aterrava-se por concluir que os dias repetiam-se todos iguais. Era enfim, um domingo, por sua própria descrição de ser.
E foi assim de espírito que ela abriu a janela do mundo, e sentiu a lufada que lhe traria novo ânimo. Era ELe, a quem muitos ousavam mencionar. A quem ela própria, admitia pouco conhecer. E ele a deixara um recado. Pena, fosse impalpavel, ela não pudera tocar. Mas olharam todos os que tinham olhos de ver.
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