Tava lotado… Meu Deus, como tava quente! E como sempre ela suava em bicas. Mas aventurou-se como sempre, e no fim das contas, tudo virou diversão.
E então ela entrou e sentou. Vitória. Polida como uma lady. Boçal como uma universitária. E foi ai que se fez a luz e a luz fez dela uma refem. Ficou aprisionada em um mundo de merda, de desgraça mesmo, dessas das grossas. Uma dimensão em que o riso nem mesmo distrai das feridas.
E o que ela podia dizer sobre a peça? Perguntavam afoitos, todos os transeuntes. (Ora bolas, uma peça dessas fica marcada até na testa). E ela só sabia dizer, (com essas pausas mesmo…):
-Ma-ra-vi-lho-sa!
Era uma porra de vida, mas a decadência é tão maravilhosa! E até ela saiu feliz, por rir da desgraça fictícia dos outros. Que era tão fictícia, que era dela também. E suspirou sonhadora:
– Ah se eu conhecesse o Nietzsche! Dava até pra dispensar o Gerald Thomas…
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